Programa

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SEX. 20 FEVEREIRO / 21h30 / Pequeno Auditório da Culturgest

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VICENTE & MARJAMAKI

Luís Vicente – trompete, fliscorne / Jari Marjamaki – electrónicas

“Alternate Translations”, álbum lançado online em 2013 pela netlabel nacional Mimi Records, é, seguramente, dos mais bem guardados segredos da produção nacional dos últimos anos. Unindo a trompete de LUÍS VICENTE, músico que tem vindo, paulatinamente, a mostrar um timbre distintivo por entre a extrema versatilidade dos seus múltiplos projectos (a improvisação conduzida dos Open Mind Ensemble, o free jazz do quarteto Clocks & Clouds, a livre improvisação não-idiomática do quinteto Fail Better! ou a abordagem mediterrânica do trio que lidera), aos dispositivos electrónicos de JARI MARJAMAKI, músico e DJ finlandês com residência de há largos anos em Lisboa, “Alternate Translations”, composto inteiramente por gravações de concertos deste duo, é um objecto de quase-perfeição rarefeita, prenhe de uma noção de espaço e movimento notáveis, inspirador de uma dança quieta e fortemente melancólica.

A palete sonora e construção rítmicas de Marjamaki revelam um labor e um cuidado que, curiosamente, tanto evoca as explorações orientadas para o cosmos de Jeff Mills como traz de volta à terra a luminosidade esconsa do notável trabalho do norte-americano Mark Nelson (quer nos Labradford quer nos sucessores Pan-American), enquanto o sopro de Luís Vicente empresta a esta música uma dimensão profundamente humana, lírica, que a espaços evoca vozes lendárias como as de Jon Hassell, Bill Dixon ou mesmo Don Cherry. Trata-se, reforçamos, de alguma da mais bela e inclassificável música da actualidade.  + info

 

NOVA ORQUESTRA FUTURISTA DO PORTO

Angelica Salvi / Maria Mónica / Sara Gomes / Henrique Fernandes / Gustavo Costa / João Ricardo / Filipe Silva / Miguel Pipa / Luís Bittencourt / Rodrigo Cardoso / Alberto Lopes – televisor, consola de jogos atari, circuit bending, laptops acústicos, motores de aquário, hidrophones, motores electricos, sensores, cones de papel e objectos diversos.

Numa altura em que a importância e o carácter visionário da obra de Luigi Russolo parecem vir a ser devidamente recuperadas e celebradas, a NOVA ORQUESTRA FUTURISTA DO PORTO, projecto do Srosh Ensemble, constitui uma valiosa contribuição para o entendimento das deslumbrantes potencialidades abertas pelo “Intonarumori”, instrumento emblemático (entre muitos outros) do trabalho do futurista italiano tido por muitos como o precursor do que viria a chamar-se “noise music”.

Agregando um grupo absolutamente notável de alguns dos mais interessantes exploradores sonoros e improvisadores da segunda cidade do país (como Gustavo Costa, Angelica Salvi ou Filipe Silva, entre outros), a NOFP coloca a uso uma série de instrumentos não convencionais, como motores, consolas de jogos, televisores, rádios ou laptops acústicos, procurando uma releitura actual da “Art of Noises” preconizada por Russolo num manifesto já centenário. O objecto estético que resulta deste trabalho, sendo marcado necessariamente por uma componente de imprevisibilidade e aleatoriedade, coordenadas fundamentais da visão que se preconiza e aqui se adapta, ressoa de uma forma admiravelmente orgânica, natural, numa paisagem sonora inescapavelmente humana, mesmo que traduzindo a aspiração contraditória de um domínio absoluto e de uma ultrapassagem da natureza por via da tecnologia. + info

 
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SAB. 21 FEVEREIRO / 21h30 / Pequeno Auditório da Culturgest

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COCLEA

Yaw tembe – trompete, electrónicas  / Shella – teclas / Alex klimovitsky – Monophonic Bass synth, voz, electrónicas  / Guilherme Gonçalves – guitarra eléctrica, electrónicas

Primeiro encontro ao vivo de quatro músicos de rara sensibilidade, todos figuras marcantes dos mais recentes rumos da comunidade criativa de Lisboa, numa reunião que assinala o lançamento, pela Shhpuma, do novo trabalho, homónimo, de COCLEA.

Guilherme Gonçalves integrou, até há poucos meses, os excelentes Gala Drop, figuras maiores saídas da convulsão criativa da primeira década do século no país, e tem vindo, paralelamente, a dar vida a Coclea, moniker que utiliza para descorporizar a guitarra rumo a explorações que, entre o drone e o processamento tecnológico, trilham caminhos celestiais no que têm de apontado à reverência pelo espaço – o sideral, o incorpóreo, o entre-as-notas.

No decurso do álbum prefigurado neste espectáculo, sente-se certa herança, em algumas das melodias de guitarra, dos blues africanizados de pulsar plácido e contemplativo reminiscentes do seu trabalho em Gala Drop, e sobretudo uma transpiração serena de referências marcantes como as dos lendários Manuel Gottsching ou Edgar Froese, no que às possibilidades estáticas e de instauração cénica do processamento da guitarra, à repetição e à poesia diz respeito.

Em palco, com Guilherme Gonçalves, e em serena caminhada de observação estelar, teremos Yaw Tembé, escultor, poeta, e artista de rua originário da Suazilândia, multi-instrumentista mas principalmente trompetista, e dos mais activos improvisadores do momento; João “Shella”, membro dos marcantes Paus, nas teclas; e o norte-americo Alex Klimovitsky, dínamo do duo Youthless, na voz, sintetizadores e electrónicas várias.  + info

LULA PENA

Lula Pena – guitarra, voz

Das suas composições já a própria LULA PENA disse serem colagens de memórias, quer individuais quer colectivas. Se esse carácter pode ser identificado nos temas em que mais facilmente reconhecemos esta autora absolutamente única, fado transviado em declinações incertas e em solenidade de verdadeira realeza, de espírito único num caminho desconhecido de todos e da própria, mais ainda o podemos entender no espectáculo raro que apresentamos no festival.
Em resposta ao convite do Rescaldo, Lula Pena apresentará uma proposta diferente do seu concerto habitual com repertório de canção; se a matéria-prima a utilizar, informe, é a priori incaracterizável e intransmissível, o percurso auditivo que testemunharemos será construído a partir de colagens de múltiplas fontes sonoras, dando vida a um arquivo que a inclassificável autora tem vindo a construir, num trabalho raramente tornado público e que na última das raras prévias apresentações, no Museu Nacional Soares dos Reis, se centrou à volta da sonorização do documentário “À propos de Nice”, do fundacional realizador Jean Vigo.
Sempre uma surpresa, um ritual de descoberta, uma iniciação, uma ocasião única, oportunidade de testemunhar o desenrolar de um mistério. Assim é Lula Pena. + info

 

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QUI. 26 FEVEREIRO / 22h00 / ZDB (GALERIA ZÉ DOS BOIS)

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GESSO

Ruben Sequeira – percussão / Flávio SA – viola baixo / Joel Figueiredo – viola

Filiados numa já quase instituída tradição de rudeza psicadélica de volume incontrolável que vem grassando há vários anos no norte do país, e já habitualmente representada no Rescaldo, os GESSO, power-trio de Santo Tirso, vêm a Lisboa trazendo na manga um álbum de estreia, “Howling Grace”, que se constitui como um compêndio de desregramento rock tal como visto desde o início do milénio.
Os Gesso assumem, sem grandes rodeios, uma multiplicidade de heranças que, muito para além da mais esperada atenção aos fundadores anos setenta do passado século, visita um certo percurso subterrâneo mas contínuo do psicadelismo de ambos os lados do Atlântico, que simultaneamente nos remete para as ambições xamanistas de uns Doors e para o libertinismo multifacetado de uns Hawkwind primordiais, num manto de fuzz que observa de perto a cartilha contemporânea de uns desregrados Comets on Fire ou de uns mais arrumados Dead Meadow.
Caso particular de um power-trio que extravasa, em muito, a receita mais directa que habitualmente associamos a esse formato, quer em termos de dinâmica quer de palete sonora, teremos oportunidade para neste concerto conferir uma das maiores promessas nos quadrantes nacionais que, de uma forma ou outra, se movem nos elásticos limites do rock. + info

 

CAVEIRA

Pedro Gomes – guitarra / Manuel Mota – guitarra / Gabriel Ferrandini – bateria

Surgiram com estertor, em 2005, em plena revitalização da criatividade de uma Lisboa que, desde então, não tem parado de dar frutos no cruzamento das energias do jazz, do rock e do noise. Concertos e discos míticos de transe e apoteose continuada, ou, como dito na altura, final perpétuo de um concerto rock, fizeram dos CAVEIRA nome para recordar e acompanhar sempre que intensidade e guitarras se juntam numa mesma conversa.
Após uma redução do trio original para uma breve existência enquanto duo, com Pedro Gomes na guitarra e Joaquim Albergaria na bateria, indiciando uma mudança de rumo e uma tendência para aprofundar a inclassificabilidade desta música, foi preciso esperar até 2013 para um ressurgimento que tem vindo a provar, em aparições muito pontuais, que o mistério da construção, o tumulto da sobreposição e um refinar do diálogo entre músicos continuarão a levar os Caveira por trilhos e texturas únicas.
Ao lado do original Pedro Gomes, a instrumentação original da banda é reposta pela guitarra de Manuel Mota e pela bateria do omnipresente e multi-facetado Gabriel Ferrandini, num trio que cruza a improvisação e o jazz mais livre com os assaltos atonais e informes responsáveis por algum do mais vital barulho nipónico do final do século XX (Fushitsusha, Anatarash ou Ruins são referências incontornáveis). Um regresso a não perder. + info

 
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SEX. 27 FEVEREIRO / 21h30 / Pequeno Auditório da Culturgest

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CON CON + JOANA GUERRA

Jorge Nunes – sintetizadores / Joana Guerra – violoncelo / Mariana Marques – imagem

O projecto CON CON é, por entre uma vasta e por vezes incipiente “moda” de complementar com imagem músicas que têm, elas próprias, um forte carácter imagético, um dos raros ensembles a utilizar, em igual destaque, ambas as linguagens.

Os Con Con, nome utilizado para designar “peixe voador” em São Tomé e Príncipe, país no qual o projecto surge no contexto de uma residência artística, são a interacção entre o som gerado por uma parafernália de sintetizadores e outros objectos analógicos, da responsabilidade de Jorge Nunes, e a manipulação constante de pigmentos, objectos, e das próprias ondas sonoras em projecções da artista plástica Mariana Marques.

No Rescaldo promoveremos uma colaboração recente, com a violoncelista e cantautora JOANA GUERRA, artista que, apesar da formação clássica, tem vindo a trilhar caminhos que a levam, a solo, a registos que unem sensibilidades folk e pop com características experimentais, e, em múltiplas colaborações com várias figuras da música improvisada sobretudo, mas não exclusivamente, lisboeta, a várias formas de criação não-idiomática e de difícil catalogação. A colaboração com os Con Con insere-se nesta última linhagem, num caminho de abstração colectiva, sinestética, que assinala também a presença no festival de três figuras associadas a um dos mais dinâmicos e dinamizadores colectivos lisboetas, a Associação Terapêutica do Ruído. + info

LA LA LA RESSONANCE

André Simão – baixo eléctrico, percussão / Jorge Aristides – bateria / Ricardo Cibrão – guitarra eléctrica / Paulo Araújo – sax alto e soprano, teclas / Luis Fernandes – electrónica e teclas

Surgidos das cinzas dos The Astonishing Urbana Fall, uma das mais marcantes e celebradas formações de verdadeira vanguarda da década de 90, os LA LA LA RESSONANCE retomaram, em 2005, e com a sua formação inalterada, um trabalho que se revelara demasiado valioso para não ter continuidade.

‘Palisade’, lançado em 2006 pela saudosa editora Borland, deu o mote para a continuidade de uma liberdade formal e um desprendimento de géneros que com facilidade cruzou referências jazzísticas, electrónicas e do chamado pós-rock num todo instrumental de rara coerência, pertinência e visão traduzidas em arranjos e interpretações sem mácula.

Desde então, os La La La Ressonance têm vindo a aprofundar quer a intensa relação da sua música com as imagens em movimento, construindo espectáculos e discos para obras cinematográficas de Len Lye, Osamu Tesuka, Georges Méliés e FM Murnau (cujo ‘Faust’ inspira o seu 3º albúm, de 2012), quer a sua propensão para colaborações relativamente improváveis, como no caso do ensemble de saxofones Quad Quartet, no seu 2º disco, ou, mais recentemente, com os conterrâneos Black Bombaim no álbum sem título lançado já em 2014 pela PAD. Este último caso serve ainda de mais uma prova, se tal fosse necessário, da excelência e diversidade da música actualmente feita em Barcelos, cada vez mais pólo criativo incontornável da contemporaneidade nacional. + info

 

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SAB. 28 FEVEREIRO / 21h30 / Pequeno Auditório da Culturgest

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LUIS FERNANDES & JOANA GAMA (QUEST)

Joana Gama – piano / Luis Fernandes  – electrónicas

“Quest”, álbum deste duo bracarense lançado recentemente pela Shhpuma, constitui sem sombra de dúvida dos mais fascinantes, intrigantes e belos pedaços de música do ano que passou, fruto de uma colaboração com génese em “100 Cage”, conjunto de trabalhos de vários autores apresentados em 2012 pelo Teatro Maria Matos, no assinalar do centésimo aniversário de John Cage, que serviu para um curioso primeiro encontro entre dois músicos que, partilhando a mesma cidade, se desconheciam.
JOANA GAMA, pianista e investigadora de formação claśsica, e LUÍS FERNANDES, músico integrante de formações como os Peixe:Avião e nome por trás do projecto The Astroboy, exploram, em “Quest”, possibilidades cuja abertura pode remontar, precisamente, à relação de Cage com o piano enquanto motor de matiz clássica aberto a intervenções, modificações, processamentos e interrogações de carácter e de identidade; unindo a erudição da linguagem contemporânea da pianista com a predilecção por dispositivos electrónicos analógicos do multi-facetado músico, o duo concretiza movimentos prenhes de texturas, de diálogos subentendidos, percursos nos quais o piano é simultaneamente condutor e passageiro, numa música onírica, como que fazendo uso da mais rica palete de cinzentos que se possa imaginar, e que lembra, curiosamente, o trabalho conjunto de duas outras luminárias incontornáveis do ambientalismo, Harold Budd e Brian Eno. + info

SUMBU DUNIA

Rui Nogueiro – samples

Para além de baixista dos excelentes e intensos Sunflare, Rui Nogueiro é, acima de tudo, um melómano puro, constantemente mergulhando numa procura intensa de “tesouros” discográficos, edições esquecidas e sonoridades de alteridade pura.

Depois de anos promissores trabalhando sob o alias Lace Bows, fazendo do baixo eléctrico e dos seus múltiplos processamentos um veículo de grande riqueza cromática, de ambientalismo transverso movido a desejos de ascensão beatífica, dá, a partir de 2014, primazia a um novo rumo de trabalho enquanto SUMBU DUNIA, nome de origem não especificada mas cujas ressonâncias “étnicas” traem e explanam com clareza um propósito de genética global, materializando essas suas procuras e inquirições pelos mundos dos discos perdidos numa fusão de Oriente e Ocidente, de electrónica e de acústica, numa colagem sonora de tantos e tão diversos focos culturais que tem, obviamente, uma faceta antropológica, ainda que poetizada e eminentemente estética, como farol.

O concerto que apresentaremos assentará numa inédita base sonora vinda da utilização de samples Jaipongan (um sub-género de dança popular Indonésia com ligações à música para Gamelão), uma escolha natural para um projecto de natureza profundamente pessoal que ressoa pela paradoxal universalidade da matéria-prima e respeito pela memória primordial do som enquanto organização humana. + info

 

ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL “ESTILHAÇOS”

Adolfo Luxúria Canibal – voz / António Rafael – piano e programação / Henrique Fernandes – contrabaixo / Jorge Coelho – guitarra

“Estilhaços Cinemáticos” é o mais recente trabalho de um projecto que junta às palavras ditas de Adolfo Luxúria Canibal o piano e programações de António Rafael, o contrabaixo de Henrique Fernandes e a guitarra de Jorge Coelho.

Uma década após a primeira aparição pública, à altura em formato duo e como veículo para a leitura musicada de textos e poemas do carismático líder dos Mão Morta, o colectivo ESTILHAÇOS chega ao Rescaldo após uma evolução assinalável que, desde a entrada de Henrique Fernandes e Jorge Coelho os levou a criar um percurso que visitou também reportório de Mário Cesariny.

Mais recentemente, e respondendo a um convite da associação Ao Norte, o colectivo empreendeu um caminho criativo complexo, circular e disruptivo: a partir das ilustrações dos oito livros da colecção “Os Fimes da Minha Vida”, matéria-prima de tal diversidade que abarca desde “Fitzcarraldo” de Werner Herzog, a “Vertigo” de Alfred Hitchcock ou a “Dead Man” de Jim Jarmusch, Adolfo Luxúria Canibal escreveu novos textos, partindo irremediavelmente em novas direcções que obliteram a fundação temática dos filmes na origem dos livros, e entregando aos três músicos a responsabilidade de, a partir destes, criar novas composições. Dos alicerces cinemáticos na origem destes estilhaços o colectivo constrói edifícios inéditos, flutuantes e livres, palavra e som numa relação íntima e corporizante. + info

 

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Bilhetes dia : 6€

Culturgest – 4 bilhetes = 40% desconto

ZDB  = 5€

 

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+ informações : www.culturgest.pt / www.zedosbois.org / www.facebook.com/rescaldo

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