PEGA MONSTRO

Parece ainda estranhamente recente o momento em que os mais atentos se depararam com uma pequena maravilha de nome “O Juno-60 nunca teve fita”, concretizada por uma dupla de irmãs mal-saídas da adolescência, que provocou com estranhas reminiscências o sentido de surpresa que, mais de 15 anos antes, uma k7 de nome “Have you slept with your TV set”, dos saudosos Pinhead Society, havia conseguido provocar. Desde então, e passados exactamente seis anos, o nome Pega Monstro é já sinónimo de destaque inevitável em qualquer lista que se proponha exemplificar o que de mais único, mais bravo e mais vibrante se faz na música portuguesa, sendo o disco homónimo de 2012 e o espantoso Alfarroba, lançado em 2015 pela britânica Upset The Rythm, testemunhos do talento único das irmãs Júlia e Maria Reis – que continuam a cantar um português real, tão miraculosamente real como aquele que é falado, quotidianemente, por toda a sua geração, e a, sobretudo, materializar numa obra que é sonicamente directa, simples e comovente – na exacta proporção em que é subtil, complexa e excitante – o rock em estado realmente puro.

Maria Reis – guitarra elétrica
Júlia Reis – bateria

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Foto © Sara Rafael