JOANA GAMA

A pianista bracarense Joana Gama apresenta-se este ano no Rescaldo em dois contextos diferentes; se, no trio Harmonies, demonstra a natureza colaborativa do seu percurso recente e a sua capacidade de diálogo com as mais diversas fontes sonoras, neste recital a solo no emblemático Panteão Nacional oferece-nos a oportunidade de testemunhar, com a delicadeza e precisão que o local proporciona, o universo musical que claramente constitui o motor primeiro (e arriscamos dizer, fundamental) da sua visão artística: a escolha de Morton Feldman, John Cage e Erik Satie para reportório desta actuação denota, de forma inequívoca, a exacerbação do papel do silêncio na sua música (ou não falássemos de três compositores que marcaram e alteraram para sempre a música na sua relação com a ausência de excessos e na redução do corpus sónico ao essencial), e promete, pela majestosa ressonância do monumento, um diálogo diferente: entre artista, entre autor, e entre o próprio espaço vazio.
* entrada livre mediante pagamento de ingresso no Monumento

Joana Gama – piano

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Foto 1 © Estelle Valente – Foto 2 © Luís Belo