JOANA GUERRA

A voz e o violoncelo de Joana Guerra têm sido figuras consistentemente presentes na última década de movimentações sonoras mais ou menos subterrâneas na cidade de Lisboa – perde-se a conta às dezenas de contextos em que já a vimos actuar, quer integrando bandas ligadas às mais diversas camadas e franjas (muitas vezes diametralmente opostas) do rock e da pop, quer em cenários de pura improvisação livre com vários dos mais relevantes nomes desta prática, quer acompanhando autores e compositores idiossincráticos (como por exemplo o pianista Tiago Sousa), quer ainda, e com particular relevo nos últimos 4 ou 5 anos, apresentando-se a solo e dando a conhecer uma linguagem que rapidamente se tem vindo a tornar muito própria.

É precisamente a solo que se apresentará no Pequeno Auditório, trazendo consigo as canções de “Cavalo Vapor”, segundo álbum em nome próprio lançado nos momentos finais de 2016, que evidencia essa rápida conquista de uma identidade. Dando prova de uma forma muito particular de trabalhar influências e estilos, canta-se o português, o inglês, o francês, e pressentem-se figuras tutelares como Joanna Newsom, Teresa Salgueiro ou, mais especialmente, Mimi Goese (e os incomparáveis Hugo Largo), na forma como um sopro etéreo de uma certa “mediterraneidade líquida” emana da sua música.

Joana Guerra – violoncelo, voz

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Foto © Nuno Martins