O CARRO DE FOGO DE SEI MIGUEL

Músico que continua a soar, simultaneamente, à frente, atrás e ao lado do seu tempo, o trompetista Sei Miguel, cujas composições tão profundamente idiossincráticas e pessoais continuam, sem paradoxo, a materializar-se sempre através das vozes dos inúmeros músicos que com ele já trabalharam, não fez nunca segredo que a raiz da sua música, do seu jazz – e, portanto, do mundo – são os blues e o silêncio.
O seu Carro de Fogo é a formação alargada que, durante a última década, persegue aquela que, nas suas palavras, é a “composição genérica”, o “arquétipo”, o “espírito indizível de uma banda”; é, portanto, uma banda que se ocupa de criar a música de que uma banda se ocupa: uma orquestra que é o seu próprio objeto sonoro, em busca de uma peça que é toda a música. É uma entidade que persegue a ontologia do jazz cósmico de acordo com a micro-cosmologia do jazz tal como entendido por Sei Miguel – os fundamentos do blues como a chave que abre toda a música humana.

Fala Mariam – trombone alto / Nuno Torres – saxofone alto /| Bruno Silva – guitarra elétrica / Pedro Lourenço – baixo / André Gonçalves – eletrónicas / Luís Desirat e Raphael Soares – percussão / Sei Miguel – trompete de bolso, composição, arranjos e direção.


03 MARÇO – CCB – 22H00


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© Foto por Nuno Martins